PARA UMA IDEOLOGIA DA CONTINGÊNCIA

Artigo publicado: Revista Beta, ANO XI – ESPECIAL 2013 ‐ I. Nº 74

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Que é ideologia? Consiste demasiado embaraço deliberar sobre que é medicina, filosofia ou dialética, ainda mais sobre um termo tão abstrato e resignificado dentro de cada campo científico e até mesmo dentro do arcabouço teórico de cada pensador que se apropriou do termo. Assim sendo, porventura, um termo que caminha tão livremente por caminhos tão distintos não poderia ser tomado como signo legítimo, e afinal, cada corrente e pensador deveria instaurar um novo termo para designar isto que cada um conclui por ideologia. Slavoj Zizek assinala esta dificuldade em sua obra ʺUm mapa da ideologiaʺ:

  • Não será seu caráter sumamente ambíguo e elusivo, por si só, uma razão suficiente para abandoná‐la? ʺIdeologiaʺ pode designar qualquer coisa, desde numa atitude contemplativa que desconhece sua dependência em relação à realidade social, até um conjunto de crenças voltado para a ação; desde o meio essencial em que os indivíduos vivenciam suas relações com uma estrutura social até as ideias falsas que legitimam um poder político dominante. Ela parece surgir exatamente quando tentamos evitá‐la e deixa de aparecer onde claramente se esperaria que existisse (ZIZEK, 1996, p. 7).

Texto completo em PDF (pgs. 7-24):

https://docs.google.com/file/d/0B1uCSMtWmUl9Y0hCT0ZPUjl5NzQ/edit?usp=sharing

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